Durante a ultima semana viralizou um texto do Gui Rios, publicado no Pulse, do LinkedIn. Quando o li, achei que o conteúdo dizia tanto, que resolvi também compartilhar. O texto se chama “Até quando confundiremos desorganização com liberdade nas agências”, e bem provavelmente você já o leu.

A nossa bagunça organizada

15/03/2017

Durante a ultima semana viralizou um texto do Gui Rios, publicado no Pulse, do LinkedIn. Quando o li, achei que o conteúdo dizia tanto, que resolvi também compartilhar. O texto se chama “Até quando confundiremos desorganização com liberdade nas agências”, e bem provavelmente você já o leu. Caso não tenha tido oportunidade e tenha interesse, o link esta no fim deste artigo.

Tive oportunidade de trabalhar em conceituadas agências de Live Marketing, mas também no departamento de trade marketing de uma grande cervejaria, assim como dirigir o marketing de uma média empresa presente em todo país. Para mim, deste modo, perceber o quanto os universos empresa e agência são diferentes sempre foi algo evidente, já que tive oportunidade de estar em ambos. Hoje tenho meu próprio negócio, que até então não descobri se é agência, empresa, ou um misto dos dois. Torço que seja esta ultima opção.

Agências tem um ar de criatividade, e estar dentro delas nos permite respirar inovação, criação e novidade. Elas têm um clima delicioso, já que os profissionais que atuam nelas são heterogêneos e únicos. Normalmente são pessoas inteligentes, criativas e cultas, não importando a área que atua dentro da estrutura. A bagunça organizada das agências também é fascinante, já que a sua falta de burocracia excessiva (normalmente presente nas empresas) faz com que tudo flua de uma forma natural.

No entanto, gostei demais do artigo do Gui Rios, já que ele destaca o quanto estes pontos tão interessantes podem nos levar a desorganização exagerada, e então para o cansaço excessivo. O quanto, por acharmos cool a bagunça organizada das agências, acabamos penalizando as nossas próprias vidas. O quanto entrar as 11h e sair às 22h, abrindo mão de finais de semana, pode se tornar comum para alguns profissionais. Isso é comum em todas as agências? Claro que não! Mas em algumas sim, e num numero proporcionalmente maior se comparado a empresas.

Certa vez, um dono de agência convidado para palestrar na Semana de Comunicação da faculdade em que ministro aulas comentou com microfone na mão que estava em busca de novos estagiários. Que eles deveriam estar dispostos a trabalhar duro, abrir mão de alguns finais de semana, e se fosse o caso, chegar atrasados nas aulas com alguma frequência. Terminou seu convite dizendo que isso seria normal em suas vidas, e que os professores entenderiam. Como eu também estava com microfone na mão, educadamente disse que não entenderia. Comentei que ali tínhamos alunos atuando em grandes agências, e que estes normalmente chegavam atrasados às aulas, mas que os que atuavam em empresas multinacionais conseguiam sempre chegar a tempo delas. Retoricamente, perguntei como uma conseguia liberar os estagiários na hora, outros não. Perguntei se isso não seria cultural.

Hoje, toda equipe da minha empresa atua das 9h30 às 17h30. 90% dos dias garanto que saem no horário, e ainda assim não atrasamos entregas. Quando saímos atrasados, este não passa de uma hora. Desenhamos uma empresa onde os profissionais dela pudessem ter também vida pessoal, mesmo tendo sempre projetos a entregar. Sei que como a minha empresa, existem milhares de outras agências. Afinal, há uma nova geração de jovens chegando ao mercado que entendem que trabalhar duro é ótimo, mas viver também seus outros prazeres é melhor ainda.

Link do artigo citado no texto: https://www.linkedin.com/pulse/até-quando-confundiremos-desorganização-com-liberdade-gui-rios 


Fonte:: Redação